{"id":19,"date":"2026-03-21T23:20:35","date_gmt":"2026-03-21T22:20:35","guid":{"rendered":"https:\/\/psychiatryfoundation.com\/pt\/2026\/03\/21\/uma-nova-abordagem-pode-ajudar-os-jovens-a-viver-melhor-com-os-sintomas-persistentes-apos-a-covid\/"},"modified":"2026-03-21T23:21:24","modified_gmt":"2026-03-21T22:21:24","slug":"uma-nova-abordagem-pode-ajudar-os-jovens-a-viver-melhor-com-os-sintomas-persistentes-apos-a-covid","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/psychiatryfoundation.com\/pt\/2026\/03\/21\/uma-nova-abordagem-pode-ajudar-os-jovens-a-viver-melhor-com-os-sintomas-persistentes-apos-a-covid\/","title":{"rendered":"Uma nova abordagem pode ajudar os jovens a viver melhor com os sintomas persistentes ap\u00f3s a Covid?"},"content":{"rendered":"<h1>Uma nova abordagem pode ajudar os jovens a viver melhor com os sintomas persistentes ap\u00f3s a Covid?<\/h1>\n<p>Os jovens de 12 a 18 anos afetados por sintomas prolongados ap\u00f3s uma infec\u00e7\u00e3o por Covid muitas vezes veem seu cotidiano perturbado. Fadiga persistente, dores de cabe\u00e7a, dificuldades para respirar ou ainda ansiedade podem persistir muito depois da fase aguda da doen\u00e7a. Esses dist\u00farbios, por vezes chamados de s\u00edndrome p\u00f3s-Covid, afetam uma parcela significativa dos adolescentes e podem complicar sua vida escolar, suas rela\u00e7\u00f5es sociais e seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>Uma equipe de pesquisadores brit\u00e2nicos testou um m\u00e9todo original para acompanh\u00e1-los. A ideia era combinar exerc\u00edcios de respira\u00e7\u00e3o adaptados e uma terapia pela narrativa. Esta \u00faltima convida os jovens a contar sua hist\u00f3ria e a identificar suas for\u00e7as para enfrentar melhor as dificuldades. O objetivo n\u00e3o era apenas reduzir os sintomas f\u00edsicos, mas tamb\u00e9m ajud\u00e1-los a recuperar a confian\u00e7a em si mesmos e a se sentir menos isolados.<\/p>\n<p>Trinta e dois adolescentes participaram dessa experi\u00eancia. Metade deles se beneficiou de sess\u00f5es em grupo, al\u00e9m dos cuidados habituais, enquanto a outra metade continuou a receber apenas os tratamentos padr\u00e3o. As sess\u00f5es eram realizadas online e duravam tr\u00eas horas e meia. Eram conduzidas por um fisioterapeuta especializado e um psic\u00f3logo. Os participantes aprendiam a gerenciar melhor sua respira\u00e7\u00e3o e compartilhavam suas experi\u00eancias com outros jovens na mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os retornos foram positivos. Os adolescentes apreciaram o formato online, que lhes permitia participar de casa, em um ambiente tranquilizador. Muitos destacaram a import\u00e2ncia de se sentir ouvidos e compreendidos. Saber que outros viviam as mesmas dificuldades os ajudou a relativizar e a encontrar estrat\u00e9gias para avan\u00e7ar. Os exerc\u00edcios de respira\u00e7\u00e3o, por sua vez, foram percebidos como \u00fateis para aliviar as sensa\u00e7\u00f5es de falta de ar e estresse.<\/p>\n<p>Uma constata\u00e7\u00e3o marcou particularmente os pesquisadores: cerca de 85% dos participantes apresentavam um dist\u00farbio no padr\u00e3o respirat\u00f3rio. Isso significa que sua maneira de respirar, muitas vezes muito r\u00e1pida ou superficial, agravava seus sintomas, como tonturas ou dores no peito. Esses dist\u00farbios n\u00e3o est\u00e3o relacionados a um problema pulmonar, mas sim a um desequil\u00edbrio na forma como o corpo gerencia a respira\u00e7\u00e3o. Exerc\u00edcios direcionados permitem corrigi-los.<\/p>\n<p>Ao longo dos meses, os pesquisadores observaram uma melhora geral dos sintomas em todos os participantes, independentemente de terem seguido a interven\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o. Isso sugere que o tempo desempenha um papel-chave na recupera\u00e7\u00e3o. No entanto, os jovens que participaram das sess\u00f5es em grupo expressaram um maior bem-estar emocional. Eles tamb\u00e9m relataram uma melhor qualidade de vida e menos fadiga no dia a dia.<\/p>\n<p>Essa abordagem n\u00e3o cura a s\u00edndrome p\u00f3s-Covid, mas oferece ferramentas concretas para lidar melhor com ela. Ela tamb\u00e9m mostra a import\u00e2ncia de abordar esses dist\u00farbios sob um \u00e2ngulo tanto f\u00edsico quanto psicol\u00f3gico. Os dist\u00farbios respirat\u00f3rios, muitas vezes desconhecidos, merecem aten\u00e7\u00e3o especial, pois podem ser a origem de muitos sintomas incapacitantes.<\/p>\n<p>Os pesquisadores insistem na necessidade de continuar os estudos para aprimorar esses m\u00e9todos e torn\u00e1-los acess\u00edveis a mais jovens. Eles tamb\u00e9m destacam a import\u00e2ncia de um acompanhamento personalizado, pois cada adolescente reage de maneira diferente. Enquanto isso, essa experi\u00eancia abre uma pista promissora para melhorar o cotidiano daqueles que t\u00eam dificuldade em retomar uma vida normal ap\u00f3s a Covid.<\/p>\n<hr>\n<h2>Sources du m\u00e9dia<\/h2>\n<h3>Document de r\u00e9f\u00e9rence<\/h3>\n<p><strong>DOI\u00a0:<\/strong> <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s00431-026-06840-7\" target=\"_blank\">https:\/\/doi.org\/10.1007\/s00431-026-06840-7<\/a><\/p>\n<p><strong>Titre\u00a0:<\/strong> The breath and mind connection in young people with post-COVID syndrome: feasibility and acceptability of a pilot randomised co-designed intervention<\/p>\n<p><strong>Revue : <\/strong> European Journal of Pediatrics<\/p>\n<p><strong>\u00c9diteur : <\/strong> Springer Science and Business Media LLC<\/p>\n<p><strong>Auteurs : <\/strong> Charlotte Wells; Deborah Christie; Rebecca Johnston; Faye Knight; Monica Samuel; Terry Y. Segal; Mark Shevlin; Rachel Sparrow; Deborah Woodman; Samatha Sonnappa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova abordagem pode ajudar os jovens a viver melhor com os sintomas persistentes ap\u00f3s a Covid? Os jovens de 12 a 18 anos afetados por sintomas prolongados ap\u00f3s uma infec\u00e7\u00e3o por Covid muitas vezes veem seu cotidiano perturbado. 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